segunda-feira, 19 de outubro de 2009

O crime continua

Meus caros, ontem, como o habitual fui à tasca do Zé Manel beber o meu cafézinho matinal e ler o jornal cá da terra, após pegar no jornal deparei-me com o seguinte titulo nele escrito:

Homossexual apedrejado até à morte no seu próprio estabelecimento comercial

O que me surpreende não é o sucedido, mas sim, o titulo que está escrito num português correcto.
Era ao Amílcar (homossexual falecido) que eu comprava as bananas do equador que todas as noites após jantar me matavam o desconsolo. Amílcar sempre foi uma pessoa respeitada pelas pessoas cá da terra até ao momento em que se tornou publico que este partilhava a sua roupa interior com um amigo que todos dizem ser o seu namorado. A partir desse dia apenas uma pessoa continuava a comprar bananas na barraca do Amílcar, eu.
Diz-se que ele também usufruía das bananas para a sua satisfação sexual, o que não tem um pingo de credibilidade. Dias antes do seu assassinato, correu pela terra o boato de que Amílcar havia tentado seduzir o marido da Graciana padeira, esta não perdeu tempo e foi à barraca dele resolver as coisas.
O policia, após 5 minutos árduos de investigação chegou à conclusão que Amílcar foi morto pela Graciana padeira, sendo a arma do crime, as pedras de calçada com farinha que a mesma atirou repetidamente ao inocente homossexual.

Gostaria de pedir desculpa a todos aqueles que sofreram imenso com a ausência de textos novos no passado fim de semana.

Despeço-me com muita amizade.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Como funcionam as coisas aqui

Pois é meus caros, a cada dia que passa há sempre algo mais a dizer, hoje vou falar-vos de um assunto polémico aqui da terra.
Até nas pequenas aldeias existem contra ordenações graves, e esta onde habito não foge à regra.
Por semana ocorrem cerca de 5 assaltos, tanto em casas como instalações comerciais, mas a culpa não é dos ladrões (eles bem que tentam levar isto como uma profissão), a culpa é do estado.
Em tempos na nossa terra havia um posto da policia, mas, este ruiu... O novo posto fica na mercearia do Silvino, o que não causa transtorno nenhum pois aqui só há um agente da autoridade e um cão policia que nem é de raça pastor alemão, é um cocker muito inteligente que até obedece o policia Inácio sete em cada dez vezes que este lhe manda sentar com um croissant misto na mão.
Até eu sinto pena do Inácio, imagino o quão difícil é manter isto aqui livre de problemas. Mas as contra ordenações não são só por parte dos senhores assaltantes, 5% das pessoas que possuem um veiculo motorizado, não estão sobre a posse de um titulo de condução. Esqueci-me de referir que o policia Inácio não possui qualquer meio de transporte a não ser as suas longas e musculadas pernas (informação obtida através da minha vizinha viúva).
A meu ver, a segurança aqui da terra está em muitos maus lençóis... Não é que me preocupe, porque tenho um alarme instalado em minha casa e dois ferrolhos na porta da entrada e das traseiras, e escusado será dizer que sou um cumpridor dos meus direitos e deveres enquanto cidadão.

Despeço-me com muita amizade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Questões para as quais não tenho resposta

Pois é meus caros 5...6... visitantes deste meu blog, é com enorme prazer que vos digo que as pessoas aqui da minha terra já me olham com "outros olhos". Não por ter criado este blog, pois eu sou o único habitante desta terriola que possui Internet, logo, só eu é que tenho acesso directo a ele, mas por ter ganho o António (nome fictício, pois não lhe agrada a ideia de todos saberem que perdeu após jogar 12 anos sem uma única derrota) num jogo de mikado.
Agora, para além de ter sido considerado o freguês mais inteligente que frequenta a tasca do Zé Manel, fui também intitulado de melhor jogador de mikado cá da terra.

...mudando de assunto...

Ontem fiquei estupefacto quando avistei a minha vizinha viúva a entrar em casa acompanhada por um dos instrutores do ginásio aqui da terra. Após ter ignorado o sucedido, não demorou até ter novas razões para pensar no assunto. Estava eu na minha caminha quando oiço um barulho ensurdecedor vindo da casa da minha vizinha viúva, não era uma máquina de lavar roupa... nem um tractor, era o instrutor do ginásio. Digo isto sem qualquer dúvida porque nunca tinha ouvido aquele barulho antes, e alguém que ressona daquela maneira não merece perdão nem do Papa.
Agora a minha questão é:

Porque é que as pessoas que ressonam forte e feio como o instrutor não acordam com o seu próprio ressonar?

Despeço-me com muita amizade.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Apresentação

Onde eu vivo existem terras por lavrar, vacas que nunca ouviram um grito de um lavrador enfurecido, mulheres com um bigode a rondar os 3 cm de comprimento, escolaridade obrigatória até à 4ª classe, e apenas uma pessoa com acesso à Internet, eu.

Possuo Internet há cerca de um mês, escusado será dizer que fui considerado o freguês mais inteligente que frequenta a tasca do Zé Manel, pois concluí ontem o 12º ano. Assim sendo, desisti de ser bombeiro, após ter desistido de ser policia, o que eu quero mesmo mesmo, é ser escritor.
Não pretendo ser um escritor com as mesmas funções que todos os outros escritores aqui da minha terra, escrever as cartas para os familiares emigrados na América. Quero ser como Luís Vaz de Camões, mas com os dois olhos, ser alguém mundialmente conhecido, então decidi começar por escrever pequenos textos num blog.

Despeço-me com muita amizade.